CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL
Lei Nº 13.105, de 16 de Março de 2015.
Artigo 831
A penhora deverá recair sobre tantos bens quantos bastem para o pagamento do principal atualizado, dos juros, das custas e dos honorários advocatícios.

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ARTIGOS
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Resumo Jurídico

Desvendando o Artigo 831 do Código de Processo Civil: A Importância do Auto de Penhora

O Artigo 831 do Código de Processo Civil (CPC) estabelece um procedimento fundamental dentro das ações judiciais que envolvem a cobrança de dívidas: a lavratura do auto de penhora. Compreender este artigo é crucial para garantir a validade dos atos executórios e a proteção dos direitos das partes envolvidas.

O que é o Auto de Penhora?

Em termos simples, o auto de penhora é um documento oficial redigido por um oficial de justiça, que descreve em detalhes os bens que foram apreendidos judicialmente para garantir o pagamento de uma dívida. É o registro formal da constrição judicial de bens do devedor.

O Conteúdo Essencial do Auto de Penhora:

O artigo 831 detalha os elementos que devem obrigatoriamente constar neste documento, garantindo sua clareza e segurança jurídica. São eles:

  • Descrição dos Bens Penhorados: O auto deve conter uma descrição minuciosa e individualizada de cada bem apreendido. Isso inclui:

    • Imóveis: Matrícula, endereço completo, características, confrontações, e, se houver, o valor atribuído.
    • Veículos: Marca, modelo, ano, cor, placa, número do chassi, e o valor de avaliação.
    • Dinheiro: Indicação do valor em moeda corrente e o local onde foi depositado.
    • Outros Bens: Características que permitam a identificação inequívoca, como número de série, peso, quantidade, e quaisquer outros elementos relevantes.
  • Avaliação dos Bens: É obrigatório que os bens penhorados sejam avaliados. A avaliação pode ser realizada pelo oficial de justiça (quando tiver conhecimento técnico) ou por um avaliador nomeado pelo juiz. O valor atribuído a cada bem é fundamental para determinar o alcance da execução.

  • Nomeação do Depositário: O auto deve indicar quem ficará responsável pela guarda e conservação dos bens penhorados. Geralmente, é o próprio executado (devedor), a menos que circunstâncias excepcionais justifiquem a nomeação de outra pessoa. O depositário tem responsabilidades legais sobre os bens sob sua guarda.

  • Indicação do Dia e Hora da Penhora: É imprescindível registrar o momento exato em que a penhora foi realizada, pois isso delimita o início do ato executório e seus efeitos legais.

A Importância do Auto de Penhora:

A correta elaboração do auto de penhora, em conformidade com o artigo 831, assegura que:

  • Fica evidente quais bens estão sujeitos à execução: Isso evita confusões e discussões futuras sobre o patrimônio constrito.
  • Os bens são devidamente avaliados: O valor estabelecido serve como base para os leilões e outras formas de expropriação.
  • Há um responsável pela guarda dos bens: Isso garante a conservação do patrimônio penhorado até a satisfação da dívida.
  • Os direitos das partes são resguardados: Tanto o credor quanto o devedor têm suas garantias asseguradas por um documento que reflete a realidade da constrição.

Em suma, o auto de penhora é o documento que materializa a restrição judicial sobre o patrimônio do devedor, sendo um passo crucial para a efetividade do processo de execução civil. O cumprimento rigoroso das exigências do artigo 831 confere segurança jurídica a todo o procedimento.